OBLATOS

Ir. Mônica e Ir. Pietra,
primeiras oblatas do Mosteiro
A palavra oblação origina-se de oblatus, no latim, e quer dizer oferecimento. Na Regra de São Bento, oblação designa as crianças que eram oferecidas por seus pais para o serviço de Deus, tornando-se, ou não, monges ou monjas (Cf. RB 59). Com o tempo este adjetivo passou a designar os fiéis que, movidos pelo ardente desejo de viver de modo mais pleno e autêntico o seguimento de Jesus Cristo, juntavam-se a determinado mosteiro, de um modo estável, buscando viver a Regra que os monges e as monjas vivem.
Oblatos com
Me. Paula Ramos, OSB

No Século VII, por exemplo, os registros da Abadia de Lérins, na França, já fazem alusão à presença de leigos no mosteiro. Nos séculos X e XI, em Cluny, Santo Ulric escreve: “Há muitos cristãos que necessitam viver em comunhão fraterna conosco; concede-se a eles uma parte de todo o bem que se faz no mosteiro, trate-se de orações ou de esmolas. Reza-se por eles de uma maneira particular durante sua vida e após sua morte.” No entanto, diferentemente dos monges e das monjas, o oblato beneditino doa-se no mundo e nas condições particulares de sua vida.
Oblatas e oblatos
convivendo com as monjas

O monge é, por definição, e antes de mais nada, um ser que procura Deus. O oblato beneditino, por sua vez, é uma pessoa que vive uma espiritualidade monástica cujo carisma também resume-se em orar, trabalhar e promover a paz, isto é, opta por uma vida de oração litúrgica, trabalho por amor a Deus e busca incessante da paz. Outras práticas como a vida comunitária, o espírito de família, o zelo fraterno, a humildade, a leitura freqüente e assídua e o silêncio contribuem eficazmente nesta busca por unificação com Deus. Mais que pela conversão dos outros, o oblato beneditino, tal qual os monges e as monjas, trabalha diariamente na própria conversão. Ele ama e segue a Cristo, perseverando na escola do serviço divino até a morte. 

Rito da oblação
monástica beneditina
A ablação monástica implica um engajamento recíproco entre oblatos e monges, um contrato do qual resulta um pertencer mútuo, na obediência a uma única Regra de Vida. Por isso, os oblatos e oblatas são mais que amigos do mosteiro. Sua finalidade está claramente expressa no ritual da recepção: "nós vos acolhemos em nossa comunhão fraterna e vos permitimos participar de todas as boas obras que se realizam,com a ajuda do Espírito Santo, neste mosteiro". No entanto, embora seja verdadeiramente membro de uma determinada comunidade monástica, os deveres recíprocos entre os mosteiros e seus oblatos são muito mais de amor fraterno que jurídicos.

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